Quem nunca diante de um debate já não foi contemplado com um: "Deixa de tua conversa!". A situação se dá de modo que o interlocutor se sinta constrangido, não raciocine direito e perca o "fio da meada".
Em Dialética Erística Schopp designa esse argumento como ad homini, ou seja, argumento ao homem. Ao invés do debate de idéias ocorria, assim, a agressão propriamente dita. Pois, mesmo que esse argumento se dê de modo a se questionar a legitimidade do portador do discurso, ainda assim, se dirige ao portador do discurso e não a possíveis falhas argumentativas existentes na idéia explanada.
"É o quem é você pra falar isso?", " Você é médico?", "Você é um canalha!", "Isto não corresponde a verdade dos fatos!". Esse artifício retórico desvia a atenção para o questionamento levantado ou argumento apresentado.
Muito mais fácil do que contra-argumentar é ofender.
Isso atinge graus mais elevados e questões mais tênues. Como o caso de Tiririca. Ao ser questionado acerca de sua alfebetização, o deputado não apenas foi questionado sobre se seria capaz ou não de discernir os processos que iria aprovar, ou reprovar, mas foi julgada, junto com isso, a capacidade e o conhecimento que pode possuir um analfabeto. A resposta não deixa dúvidas de sua capacidade: "Só faço a prova se o Lula corrigir". A frase de Tiririca desarma qualquer incorrência jurídica. Infelizmente no Brasil os humoristas é que fazem política, enquanto os políticos continuam a fazer um humor de péssimo gosto.