A História define-se pelo trajeto do homem no tempo. Sendo estudada pelos registros que este deixa, sejam esses materiais ou imateriais.
Hegel acreditava - importante deixar bem claro que apenas cria - na "História universal". Uma história com "H" maíusculo - realmente, pra Schopp ele era um cara cheio de H - onde os registros historiados eram apenas os de relevância essencial para o ethos do ser no tempo, com licença Heideggeriana do termo.
O filósofo, sociólogo e principalmente estoriador Michel Foucult contrapunha a visão de uma história universal a uma perspectiva de estórias. Na visão foucaultiana não havia uma versão da história com um ethos universal, mas várias perspectivas sobre um mesmo acontecimento histórico.
A busca hegeliana por um norte histórico é de extrema relevância, contudo - apesar de se esforçar como Kiekegard numa verborragia que beira o inenarrável (apesar de o caso de Keikeggard buscar tirar o leitor de uma contemplação estética) por negar o que afirmo - ao mesmo tempo que norteia também cria um sul, simultaneamente a definição vem a limitação, a exclusão de uma perspectiva periférica já excluida.
Na visão Schopenhauriana o tempo simplesmente não existe. O tempo é relativo a percepção de cada um. Se quando alteramos nossa percepção seja pelo uso de substâncias extra corpóreas, seja intra, temos uma visão de tempo "distorcida", que parâmetros podemos utilizar para supor o que seria uma visão de tempo normal?
Como diria Foucault, normalidade ou loucura é apenas uma questão quantitativa.
O louco na visão dos que estavam na caverna alegórica de Platão era o que havia visto a luz.
O cego era ele, inclusive porque, não conseguindo se reacostumar a falta de luz tropeçara e esse "fato" embasava ainda mais a crença dos que estavam presos a sombra.
De fato, quando alguém vê a luz jamais retorna a sua condição antiga.
Mas não se pode acordar quem finge estar dormindo.