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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pequeno escrito filosófico à uma pequena feminista


Schopenhauer constatou a decadência do modelo filosófico ocidental a partir da filosofia de Hegel. Por isso, buscou no hinduísmo, budismo e na sua própria filosofia o ascetismo pelo qual podia passar incólume pelas dores do mundo, a supressão do id (freudiano inspirado no seu conceito de "vontade") dando como exemplo a sua própria vida. O não querer como única forma de não sofrer.

A concepção nietzscheana apenas exacerba seus conceitos da falência ocidental, contudo, redimido pela própria exacerbação desta mesma "vontade de potência", para Nietzsche, no que veio a ser o arquétipo do "além homem". O ascetismo schopenhauereano em contraposição ao indivíduo quase hedonista nietzscheano é sintomático (de sua metáfora do apolíneo e do dionisíaco, por vezes) de uma contemporaneidade marcada pela dicotomia do cristão - este que nega a vontade, inclusive a sexual (negando-lhe até mesmo a sua função na manutenção da vida humana na Terra) já que concebe que uma virgem é quem concebe o redentor dos pecados do mundo - e do ser hedonista ao extremo (que leva a cabo sua satisfação à parte de qualquer código ético/moral). Kant, Schopenhauer, Tomé (em seu "escanteamento apocrifante") situam-se na via oriental e horizontal à parte desta pretensa dicotomia que se nos apresenta.


À construção de uma quarta via, faz-se necessário a filosofia do grupo marginalizado historicamente por esses modelos: as mulheres. A partir desta constatação à mim só me resta, como a Wittgenstein, calar.

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