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domingo, 17 de outubro de 2010

Da genealogia

"Schopenhauer costumava dizer", essa citação resume tudo. Já que eu e você (suposto leitor que se por ventura vier a existir não suportará muito desta procrastinação literária) seremos íntimos e é o intuito deste blog discutir seu pensamento (a parte que eu quiser, afinal a vida para ele (e para mim também) trata-se de vontade), iremos lhe apodar* de Schopp.

A correlação que este video(Cole no seu navegador:
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/chris_anderson_how_web_video_powers_global_innovation.html) tem com Schopp parece ser nenhuma.A crítica de Schopp aos escritores é severa e por vezes parece se dotar de uma presunção e arrogância contudo a humildade dele advém justamente de não querer se sobrepor a história cumulativa da arte literária (apesar de Schopp considerar a história "caótica"), ou a apoteótica língua. Schopp costumava dizer (de novo, parerga e paraliponema) que a subjetividade de outras linguas não devem ser deixadas de lado porque nenhuma lingua substitui outra e que a partir do momento que o indivíduo fala mais de uma lingua passa a agregar conceitos que não existem em perfeita equivalência com conceitos de outra língua. Qual é o ponto? Essa linguagem mudou. A literatura não pode ser vista como virtuosismo, mas tampouco como modo de fazer dinheiro (Schopp - Mesmo livro). Mas o que ocorre é que a escrita mudou muito com a internet (do jeito que as coisas estão às vezes acho que temos que agradecer que as pessaos ainda leiam e escrevam, nem que seja no google(que por sinal estou usando para escrevendo)) e a mudança dessa escrita se dá de modo que passa a legitimar todos os discursos. O discurso pra Foucault (é inevitável fazer essa correlação) ganha poder através do ritual, o que determina a legitimidade de um discurso é o fato de que você o está ouvindo e não discursando. Como o que você está lendo agora. E o que me dá a garantia de que eu tenho legitimidade para pronunciá-lo? Nada. Apenas o fato de você estar ouvindo, lendo, assistindo, enfim, recebendo o que foi codificado. Ou seja, como Raul Seixas cantava: "Não tem certo, nem errado todo mundo tem razão e o ponto de vista é que o ponto da questão.". Nesse caso o ponto da questão é que o discurso passou a ser de todos e podemos usar esse discurso para o fortalecimento da atitude que queremos pro mundo.



OU, como diria Capitão planeta,: "O PODER É DE VOCÊS!".





Por hoje tá bom de Schopp. Bem-vindo e sinta-se em casa.







*Como sei que ninguém lê dicionário no Brasil vou colocar o significado de alguma palavra incomum caso ocorra. Só pra facilitar o entendimento, o objetivo é falar de maneira direta como o próprio Schopp falava em Parerga e Paraliponema**. "a.po.dar v.t.d 1 Dirigir apodos a. Transobj. 2. Apelidar pejorativamente."

** O interessante é perceber que o subtítulo desta obra é: "escritos filosóficos menores" o que indica uma humildade que também procurarei manter, mas que não implica, contudo, em abster-se ante a qualquer tipo de coisa. A idéia é essa:


Video :

http://www.ted.com/talks/lang/por_br/chris_anderson_how_web_video_powers_global_innovation.html

Como ele fala: "Sermos todos professores"

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