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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Shopp X Hegel = Round I

No post passado escrevi parte constituinte da visão schopenhauriana de história.
Sobre esse ponto esclarecerei alguns pontos delicados dessa perspectiva.

Schopp alegava que um bom livro nunca é relido suficientemente, do mesmo modo que nunca lemos pouco livros ruins. Por isso, a crítica que faz a obra hegeliana, opera no nível dos presuspostos aprioristicamente adotados pelo autor que ele legitima através de sua verborragia acadêmica.

Hegel apresenta o "rumo" da História (com H maiúsculo) sob uma tríade, conservar, negar e suprassumir. Esse movimento não se mostra, como buscam forjá-lo a ainda existente (mesmo sem ser consciente muitas vezes dessa herança) "juventude hegeliana", como autônomo. Mesmo os que presumidamente atribuiram-se a si próprios a superação da dialética hegeliana, ainda assim falaram em dialética, alguns com deturpações bizarras da suprassunção, tornando confusas as legitimação de adotar-se tal e tais teorias. Demonstrando inclusive pífio saber historiográfico no que se refere a, por exemplo, nativos das Américas pré- europeizante. Mas não me cabe julgar as competências para a história de Marx, mas esse exemplo é bastante ilustrativo pois desbanca uma corrente muito forte academicamente e fora da academia, principalmente no Brasil, ao passo que milhares de outros pensadores são descriminatóriamente postos de lado sem qualquer tipo de aprofundamento (como é o caso de Schopenhauer). Desse modo, Marx busca empreender uma análise propedêutica das idéias, das ciências e do próprio conhecimento. Nesse sentido, pode ser considerado como um filósofo de forte influência hegeliana, ao passo que, em um certo sentido, inverteu e "distorceu" a dialética idealista de Hegel. A "distorção", nesse caso, ocorre porque na dialética de Hegel não há "síntese", mas "suprassunção". Contudo, a transcendência que ocorre em Marx com relação ao legado hegeliano se dá no sentido de que ele não finda, como faz Hegel, a tragetória da sociedade civil no estado, mas vai além, dá seu sentido máximo justamente no processo de supressão deste estado.A fundamentação ddo estado para Schopenhauer se dá justamente pelo egoísmo e pela junção desses egoísmos travestidos em interesse comum.

A desconstrução da dialética hegeliana se dá por "Schopp" de modo que, não desconsidera a história acumulada, mas sim a falsa concepção de que a história é e sempre será cumulativa.

Muito pelo contrário, a história é desordenada, pode avançar em um sentido e retroagir em outro simultaneamente. Um exemplo óbvio é o fato por exemplo de uma atitude simples e natural como andar nú na rua, ou fumar maconha resulta em caso de prisão no Brasil. Ao passo que, há pouco tempo atrás (a de andar nú um pouco mais de tempo óbvio) essa atitude não teria qualquer tipo de punição. De modo que claramente há um movimento retroativo no que concerne aos direitos civis.


Por mais que possa doer a desilusão com o futuro perfeito proposto por profetas e filósofos, para ele a história não possui um rumo, não é dialética, muito menos positiva. O futuro pode ser muito pior do que o presente. O que Schop responde a essa teoria é o tratado de , como ele chamou, "patifaria intelectual, não pro uso dos patifes, mas dos possíveis desavisados. "A dialética Erística" é um tratado retórico filosófico a fim de desmitificar a construção argumentativa de Hegel.
O tratado, infelizmente, não foi concluido e outras coisas passaram a ocupar-lhe o tempo.

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