Como o leitor imaginário deve saber, Schopp era conhecido por ser um filósofo irracionalista, não pelo fato de ser irracional, mas por demonstrar as limitações do processo de racionalização da vida. Contanto, não via alternativa a esta ausência de sentido do viver, que não o ascetismo. Nesse ponto, Nietzsche - e eu também - discorda deste que considerava tão grande filósofo.
A parte da solução encontrada por Schopp, o que importa é o questionamento levantado por este. Se não há um sentido lógico-racional para as contingências de nossa existência, como podemos viver na crença de um mundo racionalmente administrado? Ocorreu-me hoje que a própria razão e a própria lógica argumentativa responde a outros tipos de estímulos que não necessariamente ligados a alcançar uma solução,senão, muito mais ligados a imposição de um ponto de vista. Me recordei de uma frase que ele fala :"Os homens usam-se da razão para legitimar suas vontades e não o contrário". A vontade, ponto principal do seu trabalho filosófico mais importante, é quem governa a razão, e quando esta já não dá conta de contrapor-se racionalmente e sistematicamente ao objeto discursivo em questão recorre à retórica. O que Schopp chama de argumento ad hominem. Tornando-se impossível a argumentação ante a vontade alheia...
Este mesmo filósofo dizia que não é preciso ler toda a obra de determinado autor para saber se esta é, ou não, ruim. Basicamente é o que ele fez com a obra hegeliana contrapondo-se aos seus princípios apriorísticos que impõem-se como fatos, quando na realidade são apenas percepções.
Muito interessante esse vídeo sobre a percepção de Schop com relação a "Existência como doença". Vale a pena dar uma olhada, traz um resumo muito interessante sobre a obra deste autor que infelizmente continua sendo muito pouco estudado na academia.
http://www.youtube.com/watch?v=e2cm2ug-jOo&feature=related
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